Saiba como o torneio nasceu e faz com que seu público cresça a cada edição

A sétima arte apresentou ao empresário Bruno Assunção o filme “Cartas na Mesa” (Rounders). Dirigida por John Dahl e lançada em setembro de 1998, a trama conta a história do jovem Mike (interpretado por Matt Damon), um talentoso jogador de pôquer, que volta às mesas do jogo para ajudar um amigo que acaba de sair da prisão e precisa de dinheiro. “Foi assim que conheci o pôquer. Hoje, com certeza, esse é um dos filmes que a comunidade do esporte mais aprecia”, afirma.
Influenciado pela história de Mike, o empresário pesquisou sobre as regras do pôquer na internet, mas, pela falta de jogadores e campeonatos, assim como de locais adequados, praticou poucas vezes o esporte, contando com a irmã e alguns amigos próximos. Foi apenas em 2006 que disputou seu primeiro torneio em Campinas. “Na época, ele já era chamado de ‘Campeonato Paulista de Poker’. Tinha uns 30 participantes. Hoje, esse mesmo evento tem em média 500 jogadores por etapa”.
Depois disso, Assunção reuniu mais seis jogadores em Ribeirão Preto – grupo também conhecido como “Amigos do Poker” – e, mesmo não sendo um jogador profissional, manteve bons resultados em torneios ao vivo e online. “Nunca deixei meu trabalho para viver exclusivamente de pôquer. Na época, pesou o preconceito que existe até hoje em relação ao esporte, mas com menos intensidade, e também a falta de muitos torneios e eventos para o jogador profissional”. E foi por meio desses “amigos”, com mais de 30 jogadores em seus torneios semanais, que surgiu o RPT (Ribeirão Poker Tour). “Nesses campeonatos, como hobby, fiquei mais na organização”.
Motivado por essa fase, o organizador resolveu, então, trabalhar exclusivamente com eventos de pôquer, recebendo total apoio da esposa. “O primeiro RPT contou com 93 jogadores da cidade e região. Isso marcou um feito histórico no interior, pelo tamanho do torneio para a época. Aí começamos a realizar o RPT a cada dois ou três meses, que sempre cresce a cada edição”.
Atualmente, o torneio acontece todo mês no LOL Sports Bar com jogadores de inúmeras cidades, atraídos tanto por sua premiação quanto tradição. “Com uma estrutura de pôquer comparada aos maiores locais do esporte no mundo, o local atende a todo o público, com torneios diários e eventos mensais maiores”.
Se você está começando no esporte, o LOL também conta com torneios gratuitos (que envolvem premiações), assim como cursos voltados para o ensino do pôquer, aperfeiçoamento de coaches, dealers e croupiers.

Talento promissor
Foi no ambiente domiciliar, juntamente com amigos e sem apostas reais, que Juliana Fantasia começou suas primeiras jogadas no pôquer. “Me interessei tanto que procurei cursos e coaches que pudessem me ajudar a melhorar, mas apenas como hobby lucrativo”, conta a jovem. Depois de conquistar boas colocações em diversos torneios grandes, Juliana começou a visar ao esporte como segunda profissão. “É uma prática que vai além das cartas, pois é dinâmica e exige do jogador humildade para entender falhas e acertos”.
Como um dos esportes mais democráticos que existem, já que todos podem jogar, independentemente de idade e sexo, seja por hobby ou profissão, a dica da jogadora para quem deseja iniciar nesse universo é procurar ajuda especializada e um local adequado. “O pôquer exige estudo e dedicação sem fim! Não existe o ponto máximo nesse esporte e sempre tem algo a mais para alcançar. Faz sete anos que jogo e três que estudo o esporte. Hoje me sinto preparada para disputar torneios ainda maiores!”, finaliza Juliana.

Bruno Assunção e Juliana Fantasia

POR JOANA MORTARI / FOTOS DIVULGAÇÃO

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA