Atrás de aventuras e das mais belas paisagens do mundo, uma família de Ribeirão Preto ficou 2 semanas a bordo de um veleiro no mar do remoto arquipélago de Tonga

Fotos Arquivo pessoal

Muito longe das monarquias europeias tão conhecidas pelos brasileiros, um reino se esconde nas águas do Pacífico – procurando no mapa, é até difícil encontrar. Mas está lá, a cerca de 3 horas de avião da maior cidade australiana. Tonga – mais propriamente nomeado Reino de Tonga – é um país formado por um conjunto de aproximadamente 170 ilhas (todas paradisíacas, por sinal), mas das quais apenas pouco mais de 40 são habitadas.
Formada especialmente por água, é nela mesmo que encontramos as principais maravilhas dessa ilha – e foi o que descobriu a família do produtor rural Fábio Cotrim Rodriguez, que não apenas decidiu se aventurar pelo país, como escolheu fazer isso abordo de um veleiro. “Temos o costume de velejar e, assim, fomos para St. Barth, St. Martin, Barbuda, Antígua, Morro de São Paulo, Fernando de Noronha. Tonga foi uma novidade muito grande, que escolhemos por ser um destino pouco turístico, exótico e com uma boa estrutura para velejar”, lembra Fábio, que viajou com a esposa Marina Kocourek Rodriguez, administradora, e as filhas Maria, Flávia e Paola, estudantes.
De acordo com ele, a falta de conhecimento sobre o reino – inclusive por parte de agentes de viagem – complicou o planejamento da aventura. “Ninguém conhecia, não tínhamos indicações, recomendações e referências. Nossa agente nunca tinha vendido passagens para lá. Então, planejamos sem expectativas e com pouca informação”. Mesmo assim, o resultado não poderia ser melhor.
Com mar calmo e de um azul celeste, quase transparente, Tonga se revelou um ótimo destino para velejar, especialmente devido ao cenário espetacular. “As ilhas e praias são surreais e, o melhor, vazias. A água é quente e limpa – tudo ainda muito selvagem”, lembra Marina. Embora com paradas rápidas nos lugares, foi possível perceber que o povo, que tem o inglês como 2ª língua oficial, é animado, festivo e religioso, além de admirarem muito o rei. “A região em terra ainda está pouco preparada para o turismo, mas todos se esforçam muito para agradar e são extremamente cordiais”.
Marina também relata que o roteiro escolhido por eles foi tranquilo e relaxante, consistindo em ir até as ilhas e praias para dormir, visitar a cidade e jantar à beira da praia. “Dentro desse circuito, comíamos pratos típicos, mergulhávamos e ainda fazíamos atividade próprias do país, como visitar as baleias e assistir a jogos de rúgbi”. Da forma com que foi planejada, a viagem também ajudou a unir a família, uma vez que as atividades corriqueiras eram desempenhadas no próprio barco. “Alí nós cozinhávamos e todos ajudavam nas tarefas diárias, como lavar louça e organizar, além das funções náuticas, como subir âncora e colocar defensa. Esse era o intuito: estarmos juntos e matar as saudades, já que 2 filhas moram em São Paulo”, relata a administradora.
Depois de 14 dias por essas ilhas situadas no centro do cinturão de fogo do Pacífico, a família voltou completamente satisfeita com a escolha feita. “O lugar é longe, mas vale muito a pena. A beleza natural, ver as baleias tão próximas, a troca de cultura e a segurança são espetaculares!”, finaliza Marina.

POR AMANDA PIOLI

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