Já ouviu falar em Internet das Coisas? Consequência da evolução tecnológica, ela está totalmente envolvida em nosso cotidiano e deve ganhar cada vez mais espaço

Embora aquele cenário de Os Jetsons – com carros voadores, funcionárias domésticas robôs, prédios flutuantes, entre outros – não tenha (ainda) se realizado, podemos afirmar que percorremos um longo e promissor caminho desde que o primeiro computador foi lançado, em 1946. Atualmente, a tecnologia assumiu diferentes papeis em nossos cotidianos social e profissional, em um contínuo processo de inovação, o qual é conhecido como Internet das Coisas (IoT, do inglês “Internet of Things”).
O nome refere-se a uma revolução tecnológica que tenta conectar os itens usados no dia a dia a uma rede mundial de computadores, com o objetivo de otimizar atividades diárias e, principalmente, solucionar problemas tanto na gestão pública quanto em empresas privadas. “Com a inserção de sensores e atuadores em objetos físicos, conectados por meio de redes com e sem fio, via protocolos da internet, é possível agilizar os processos e descobrir onde está o problema. Esse sistema traz inteligência e racionalidade ao planejamento público e também às tomadas de decisões, além, claro, de diminuir os custos das operações”, afirma João Guilherme Camargo, Coordenador da Escola de Inventor, com sede em Ribeirão Preto e focada no desenvolvimento e aplicação de métodos ativos de aprendizagem.
Entre as funcionalidades da IoT, está a conferência de dados do ambiente (umidade e temperatura, por exemplo) por meio de sensores embutidos em objetos urbanos, como explica o Coordenador. “A tecnologia funciona a partir de um algoritmo da IoT, que define parâmetros para os objetos. No caso dos bueiros, por exemplo, é possível ter alerta feito por um sensor ultrassônico que detecta a diminuição da distância entre as paredes e, assim, emite uma marcação indicando que o local está entupido”. Os dispositivos capturam e enviam dados para gateways – microcomputadores de baixíssimo custo e alto poder de processamento – que centralizam as informações conectadas à internet. Segundo Camargo, isso faz com que esse sistema esteja obtendo sucesso em diversas áreas da indústria, comércio, saúde e administração.
A Internet das Coisas também ganha força com as Cidades Inteligentes (Smart Cities), nas quais ela é implantada para administrar melhor os bens públicos, bem como auxiliar no alívio de impactos causados pela desigualdade social e desastres naturais. “Com as tecnologias mobile, análise de dados e aplicações web é possível prover melhorias nas decisões ligadas à manutenção da estrutura urbana, com bons desdobramentos para a qualidade de vida dos cidadãos”, finaliza Camargo.

Por Amanda Pioli

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