O plano de comando desenvolvido pelo Coronel Humberto Gouvêa Figueiredo leva ainda mais segurança a dezenas de cidades paulistanas

Responsável por coordenar a Polícia Militar do Estado de São Paulo em 93 cidades (o que soma 3,2 milhões de habitantes, 2,1 milhões de veículos de frota e 3.940 policiais militares), o Coronel Humberto Gouvêa Figueiredo baseou o seu plano de comando em 5 eixos, elaborados com base na filosofia da Polícia Comunitária, a qual trabalha e acredita nos benefícios da aproximação dos policiais com a sociedade.

Zumm Ribeirão: Por que escolheu as diretrizes da filosofia de Polícia Comunitária para criar seu plano de comando?
Cel. Figueiredo: Embora muitas pessoas não saibam, na década de 90, Ribeirão Preto foi considerada uma das cidades-berço da Polícia Comunitária no Brasil. Para termos noção da importância, em 2007, eu participei de um curso internacional sobre o tema em Tóquio e Kanagawa, no Japão, e, em uma das palestras, um especialista japonês citou a nossa cidade como exemplo de experiência bem-sucedida. Como a Polícia Comunitária já está implementada naturalmente em nossa cultura, fica mais fácil para as pessoas absorverem a ideia.

Zumm Ribeirão: Você comentou que seu plano de comando foi montado em 5 eixos estratégicos….
Cel. Figueiredo: Isso mesmo. O 1º se baseia na transparência. A atividade policial é um serviço público e, como qualquer servidor público, o policial tem como obrigação agir com transparência, desde a atividade mais simples até a mais complexa, ou seja, desde uma palestra até uma ação na rua, durante a execução do policiamento ostensivo. Precisamos informar as pessoas, esclarecer suas dúvidas e deixar claro tudo que diz respeito à atividade policial.

Zumm Ribeirão: O 2º é sobre a sedimentação da filosofia de polícia comunitária?
Cel. Figueiredo: Exato. Ela deve ter como foco a aproximação entre a polícia e a comunidade. Os policiais devem ser vistos como amigos e protetores. A comunidade precisa conhecer o comandante da Polícia Militar em sua cidade e, por exemplo, ter livre acesso a ele e saber para quem levar seus elogios, reclamações, denúncias, enfim, quem representa a PM na localidade.

Zumm Ribeirão: E o 3º eixo?
Cel. Figueiredo: É a priorização da atividade operacional, mais precisamente o policiamento. O produto, aquilo que a Polícia Militar oferece à comunidade, é o policiamento ostensivo, que é a atividade mais importante da instituição e deve ser tratado sempre como prioridade. Por isso, se a minha secretária ficar doente, eu não posso tirar alguém do patrulhamento para cobrir o lugar dela. O patrulhamento não pode sofrer com situações internas da instituição.

Zumm Ribeirão: No 4º eixo, o que significa “Fortalecimento institucional da Polícia Militar do Estado de São Paulo na região de Ribeirão Preto”?
Cel. Figueiredo: É o fortalecimento da imagem da polícia, fazer com que as pessoas reconheçam seu grau de importância e que participem ativamente de suas atividades. Dependendo da forma que um policial te atende, você já cria um preconceito de toda a instituição. Agora, se ele cumprir com o seu papel, acalmando a vítima e dando todo o suporte necessário, com certeza a experiência será positiva. Outro fortalecimento é o político…. A Polícia Militar, até por sua grandeza, precisa participar da formulação de políticas públicas e deve ter representantes da instituição para defender os interesses de segurança.

Zumm Ribeirão: O 5º e último eixo está relacionado à excelência das atividades?
Cel. Figueiredo: Correto. Nós estamos na “era da gestão pela qualidade” e precisamos encantar os nossos “clientes”. O policial deve entender isso, a importância de surpreender as pessoas, fazer por elas mais do que esperam, ou seja, ir além das suas obrigações.

POR JOANA MORTARI

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