Antes de fazer desse exercício um hábito, é importante passar por uma avaliação de saúde para entender como o corpo é afetado e as formas de se preparar

Por mais que seja uma atividade aparentemente simples – que não precisa de aparelhos ou local específicos –, a corrida também demanda preparação. Com o intuito de evitar futuras complicações, o atleta deve passar por uma avaliação clínica global, focada no estado de saúde, na presença de limitações e em determinar o objetivo da prática. “A partir da avaliação multidisciplinar, é possível estabelecer como será a prescrição da atividade.

Porque, assim como uma medicação, a dose (tempo de treinamento, distância percorrida e carga semanal) deverá ser individualizada”, explica o Dr. André Leonardo Fidélis de Moura, médico cardiologista, chefe do serviço de cardiologia da Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto.

O coração, por sua vez, é um dos órgãos que mais sofre os efeitos da corrida, sendo, por isso, indicada a realização de um eletrocardiograma, para identificar alterações cardíacas, bem como do teste de esteira, que simulará a atividade da caminhada/corrida, quantificando a capacidade física do indivíduo e mostrando se existe alguma alteração desses parâmetros durante a atividade. “Sempre devemos prestar atenção aos sinais do nosso corpo, pois qualquer atividade visa principalmente à saúde e ao bem-estar físico e mental, devendo ser, acima de tudo, prazerosa”, afirma Moura.

Além da avaliação realizada por profissionais da saúde, faz parte da preparação os cuidados com os músculos. Segundo o Dr. Pérsio Moretti Paulino, ortopedista da Santa Casa, uma vez que quase toda a musculatura sofre algum estímulo durante a corrida, é importante fazer musculação com alongamento e começar o exercício de forma devagar. “Quanto à postura certa, depende de cada pessoa, baseada em suas características físicas. Mas há um consenso que o tronco tem que estar ligeiramente inclinado para a frente, os joelhos sempre flexionados ao receber o impacto da passada, e o olhar à frente. Isso ajuda muito no desempenho da corrida, assim como manter a musculatura abdominal contraída”.

Por fim, os médicos dão mais algumas recomendações gerais, como: descansar entre os treinamentos (para a recuperação muscular); manter uma dieta balanceada e saudável (antes e depois do treino); boa hidratação; calçado adequado; e, se possível, acompanhamento de assessoria de corrida. Esse conjunto otimizará os resultados e evitará o aparecimento da exaustão.

Na pele

Com grande exposição às intempéries, a pele merece muita atenção daqueles corredores que escolheram as ruas para se exercitar. Pensando nisso, Carine Tassinari Preza, proprietária da Dermage Ribeirão Preto, dá algumas dicas:

  • Utilize filtros solares, com FPS de no mínimo 30, resistentes à água e de alta aderência. “Com isso a foto proteção será garantida e o filtro não vai escorrer para os olhos”.
  • Evite filtros com álcool, já que podem provocar ardor. “Além disso, óleo e pigmentos podem manchar a roupa”.
  • O filtro solar deve ser aplicado diariamente no corpo todo, em especial nas áreas expostas. “E não se esqueça das orelhas e atrás do pescoço”.
  • Após a corrida, o uso de hidratante é indicado para repor a hidratação da pele, perdida junto com o suor e exposição ao meio externo.
  • Use roupas leves e acessórios como bonés, viseiras e chapéus.

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