Investindo em tecnologia e soluções que beneficiam diretamente o usuário, o Grupo São Francisco tem crescido mesmo em época de crise e progredido para ser o maior

Lício Cintra, Presidente do Grupo São Francisco – Foto divulgação

Ainda se recuperando do forte abalo financeiro do ano passado, o Brasil começa agora a fazer planos para um possível crescimento. Esse não é o caso do Grupo São Francisco que, mesmo em meio à crise, expandiu 23%, consolidando-se como um dos maiores grupos de saúde do país – e almejando se tornar o maior. “Nos últimos 3 anos, somos a operadora que mais cresce e tem a melhor rentabilidade. Temos conseguido isso porque, de diversas maneiras, envolvemos o paciente final na gestão do negócio junto à rede”, explica Lício Cintra, Presidente do São Francisco.
Segundo ele, essa aproximação do cliente começa no processo de verticalização adotado pela corporação, o qual consiste em uma rede própria de atendimento, ou seja, uma gestão própria de todas as etapas da assistência. “Nesse tipo de rede, que tem se mostrado mais eficaz, conseguimos oferecer desde unidades simples, com atendimentos especializados, até mais completas, com urgência/emergência e pequenos procedimentos. Dessa forma, tentamos colocar o máximo de recursos mais próximo do beneficiário”. Para ele, a verticalização permite utilizar recursos de forma mais coerente, tanto paciente quanto rede, e oferece um ganho coletivo no quesito qualidade.
Pensando nisso, em Ribeirão Preto e região (num raio de aproximadamente 100km), já existem cerca de 50 unidades do Grupo. Cintra afirma que essa estratégia vai na contramão de outras empresas que preferem centralizar os serviços em grandes centros e reflete, inclusive, nas redes credenciadas, que precisam melhorar seus serviços de forma a acompanhar o desenvolvimento da rede São Francisco – caso contrário, corre o risco de perder usuários.
Outra estratégia adotada pelo Grupo foi o investimento em tecnologia e em uma área específica de inovação. “Acreditamos que o futuro depende desse emprego maciço da tecnologia ou não haverá como reduzir os custos. Prestar um suporte constante ao paciente permite que prestemos assistência antes dele ficar doente, o que gera economia para os 2 lados”, afirma o Presidente, referindo-se, especialmente, ao aplicativo para dispositivos móveis SF Bio, lançado ano passado, no qual os beneficiários (atualmente, cerca de 65 mil) encontram instruções à distância, com médicos e enfermeiros à disposição 24 horas. Além de ajudar o paciente, essa ferramenta oferece benefícios para o São Francisco, uma vez que permite dar indícios do custo que determinado usuário pode acarretar ao sistema e, sua resposta positiva, gera uma divulgação boca a boca espontânea.
Mas para crescer também é preciso entender e superar os desafios, entre os quais Cintra começa ressaltando a visão do brasileiro sobre os profissionais. “Enquanto em países de 1º mundo, o médico de família é bem difundido e reconhecido, o Brasil, culturalmente, entende que esse é um médico generalista, pouco cuidadoso. Então nosso desafio é mostrar que esse é o melhor modelo de atendimento. Que ter alguém que possui uma visão do todo e encaminha para as especialidades é mais eficiente, evitando que o paciente se perca dentro da rede e resolva seu problema muito mais rápido, além de ser mais barato”, afirma.
O Presidente do São Francisco aponta ainda problemas decorrentes da judicialização da saúde, uma vez que várias pessoas recorrem à justiça quando não recebem certo tratamento ou remédio. “Embora muitas pessoas não tenham consciência, nosso recurso é finito. Quando uma pessoa ganha o direito de ter um remédio muito oneroso, que a rede ou o governo não teria como disponibilizar, outras pessoas perdem recursos. O cobertor é um só, cobre de um lado, descobre o outro. A conta não fecha. Felizmente, o setor tem discutido isso de uma forma mais franca. Então, o momento está interessante para achar uma solução”.
Com essa visão do cenário geral e um planejamento estratégico de 5 anos, o Grupo São Francisco tem previsão de crescer mais 25% esse ano, sem considerar as aquisições, podendo atingir até 50% caso certas negociações já em andamento tenham resultado. “Queremos consolidar o Grupo como o melhor do Brasil. Queremos ter uma opção bem montada no interior do país, para que tanto usuários finais como operadoras se beneficiem do nosso trabalho, percebendo nossa junção de qualidade e menor custo”, destaca Cintra.

Por Amanda Pioli

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