Nem sempre compreendemos o que falta para melhorar nossa relação com os gatinhos. Mas com ajuda profissional é possível garantir o bem-estar de humanos e felinos!

Com uma rotina cada vez mais corrida, e espaços menores e verticalizados para morar, a busca pela companhia dos felinos vem aumentando. A tendência de crescimento faz com que seja necessário maior conhecimento dos hábitos, necessidades e comportamentos dos felinos. “O gato se adapta melhor a locais menores e exige muito menos que um cão, o que não quer dizer que ele não necessite de cuidados específicos!”, comenta a Dra. Juliana Damasceno, bióloga, mestre e doutora em Psicobiologia pela USP e UCC (Irlanda), especialista em comportamento felino. Criada por ela, a WellFelis oferece uma consultoria especializada em auxiliar tutores a entender melhor seus gatinhos. “Minha missão é proporcionar a harmonização da relação entre gatos e tutores, e o ambiente em que habitam”, diz a Dra. Juliana.

O médico veterinário Paulo Fernando Aguillera tem 5 gatos em seu apartamento e foi um dos tutores que já procurou esse auxílio. “Meus bichanos passam boa parte do dia sozinhos no apartamento e notei que estavam ficando estressados. Com as informações que obtive, passei a entender melhor os motivos do comportamento deles. Nossa relação ficou mais agradável e hoje consigo interagir muito melhor com eles”, conta Aguillera.

O trabalho para promover o bem-estar tanto do tutor quanto do bichano pode envolver desde simples ajustes no cuidado e manejo, até um gradual que exige acompanhamento, como no caso do casal Camila e Marco Aurélio Cacini e o gatinho Petit. “Ele sempre foi um gato com personalidade forte. Carinho e colo são coisas que ele adora, mas no momento em que ele quer! Quando ele cresceu, começou a me ‘atacar’ e arranhar do nada”, afirma Camila. Ela explica que encontrar ajuda de uma profissional especializada em comportamento foi “a luz no fim do túnel” e que, com esse auxílio, descobriu que seu gato é bem ativo e tudo o que precisava era esgotar a energia extra. “Nossa conduta com ele precisava mudar. A maioria dos ‘ataques’ nada mais são que o Petit chamando minha atenção para brincar. Fomos orientados a ter um tempo maior com brincadeiras que gastem essa energia”, comenta Camila.

“Agora nosso próximo passo é fazê-lo aprender a passear de coleira”, diz Camila, tutora de Petit
“Agora nosso próximo passo é fazê-lo aprender a passear de coleira”, diz Camila, tutora de Petit

A realidade é que muitos esquecem que cães e gatos são pets diferentes e, sendo assim, exibem comportamento e precisam de cuidados distintos. “O felino conserva diversos comportamentos selvagens, mas, apesar de sua origem ancestral possuir hábito solitário, o gato doméstico atual se socializa muito bem. Nós só precisamos tomar alguns cuidados para fazer com que a socialização seja adequada e tornar o convívio mais harmonioso, seja entre tutor e gato ou ainda deste com outros animais”, finaliza a Dra. Juliana.

Da redação

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