Muitos animais moram nas ruas mesmo com o auxílio de órgãos responsáveis, ONGs e protetores. Que tal aprender como colocar a mão na massa e ajudar também?

Quem nunca ficou com vontade de ajudar um bichinho na rua ou em alguma situação de perigo? Você sabia que, com os cuidados certos, essa vontade pode se tornar uma ação e salvar uma vida?

O animal de rua, seja gato ou cachorro, tem parte de seu comportamento em relação aos humanos definido conforme sua interação prévia com pessoas durante a vida, podendo se tornar, dessa forma, arisco, bravo ou dócil. Por isso, o ideal para resgatar um bichinho é entrar em contato com quem já tem experiência no cuidado de animais, como o Centro de Controle de Zoonoses ou protetores de animais, como Rejane Leone.

Responsável pela Toca do Leitão Antônio, Rejane faz o resgate, cuida e prepara os animais para adoção, além de vender rações, camas e acessórios pets. “A Toca é um lugar absolutamente beneficente, pois todo o lucro é revertido para os animais abrigados aqui”, comenta a protetora. Ela tem sob seus cuidados cerca de 50 animais, entre cães e gatos. “Eu gasto em torno de R$ 600 por semana com castração. A entrada e saída de animais é muito grande!”

Mesmo com a atuação de protetores, órgãos responsáveis ou ONGs, é possível que um dia você precise fazer um resgate devido ao grande número de animais de rua. Uma dica para a 1ª aproximação é oferecer comida e água ao pet, ganhando, aos poucos, sua confiança e deixando-o mais tranquilo. Lembrando que, para alimentá-los, o indicado é dar pequenas quantidades de comida várias vezes, pois esses animais normalmente possuem carência de nutrientes. Assim, evita-se que eles vomitem.

Logo depois, é essencial levar o resgatado ao médico veterinário para fazer todos os exames necessários e verificar o estado de saúde do animal.

Caso tenha pets em casa, é bom deixá-los separados do novo amiguinho para a segurança de ambos. Além disso, o bichinho deve ser castrado, evitando a proliferação de animais. “Está faltando na cidade a conscientização sobre o procedimento. A castração é a única solução para o abandono!”, ressalta a protetora.

Depois de todos os cuidados, chegou a hora de escolher se você quer adotar o bichinho ou doá-lo. “Para adotar, é preciso ter certeza que você pode mantê-lo, considerando ração, cuidados veterinários e outros custos eventuais, e que a casa é bem adaptada, por exemplo, com tela de proteção”, finaliza Rejane.

por Mirela Dias – fotos Roberto Galhardo

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