Quem bate?! É o frio e os vinhos tintos que tanto alegram os invernos da nossa vida! Saiba quais as uvas que mais agradam o paladar dos brasileiros

Fale a verdade: é só a temperatura baixar que, além de ressuscitarmos os cachecóis esquecidos no fundo do armário, reabastecemos a adega que andava meio “pobrezinha”. E toda essa vontade de degustar vinhos nos dias mais frios, segundo Marco Antônio Tegano, sommelier do Museu da Gula, vem como uma herança cultural do próprio mercado brasileiro da bebida. “Conseguimos viajar pelo mundo por meio dos vinhos que estão facilmente à disposição em nosso país, degustando rótulos chilenos, argentinos, portugueses, italianos, espanhóis, australianos…”. E, onde há diversidade, há novas experiências! “Os brasileiros chegam a ser mais críticos do que os europeus, por exemplo, que são mais regionalistas e acabam provando uma menor variedade da bebida, tendo bases limitadas como referência”, afirma o sommelier.

Sabe aqueles petiscos de queijos que adoramos fazer para receber os amigos e familiares? Esses também caem muito bem com vinho (algumas das uvas preferidas dos brasileiros são a Malbec e a Carménère!), porém alguns cuidados de harmonização precisam ser tomados para que os sabores não se percam. Marco Antônio explica que os alimentos e as receitas encorpadas que são naturalmente mais consumidas no inverno, como caldos, fondue, massas e queijos, também pedem vinhos encorpados, que acabam pendendo para o tipo tinto. “Esses vinhos possuem um teor alcoólico maior e que vai aquecer o paladar, auxiliando na composição do sabor final entre comida e bebida”. Mas atenção! Alguns queijos, como os com casca fina e estrutura macia, são melhor apreciados com vinhos brancos, que carregam uma composição mais leve e com maior acidez. “Temos muitos rótulos nacionais de tintos, alguns até premiados, que não deixam a desejar. Além da região sul do país, estão surgindo outras regiões vinícolas pelo Brasil, que estão surpreendendo, como a do Vale do São Francisco, de Minas Gerais e da cidade de Catanduva, no interior de São Paulo”, finaliza o sommelier.

Reabasteça a adega!
Não sabe qual tinto escolher? O Museu da Gula nos deu uma ajudinha:

Vinho Chileno Altos de Lircay Gran Reserva Cabernet Sauvignon (R$ 69,90)
Tinto amadurecido por 12 meses em barrica de carvalho francês, o que lhe proporciona aromas complexos e paladar persistente.

Vinho Argentino Piattelli Premium Malbec (R$ 125,72)
A família Piattelli trouxe o legado da elaboração de vinho da Toscana. A tradição e a paixão continuam sendo referência por trás de seus rótulos. Sofisticado, este vinho se apresenta ao palato de forma aveludada, com longa persistência e notas de fruta madura.

Vinho Chileno Perez Cruz Pircas de Liguai Cabernet Sauvignon (R$ 159,90)
Pertencente a uma vinícola chilena de 1º nível, ancorada em estreitos parâmetros de qualidade. Este vinho se mostra elegante, fresco e estruturado, feito com as uvas provindas de uma das melhores regiões do Chile, a Pircas de Liguai, para a Cabernet Sauvignon.

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