Além de conquistarem inúmeros títulos estaduais e nacionais, os jogadores do SESI/Ribeirão Preto trabalham áreas comportamentais que os seguem para fora da piscina

Com o jogo disputado por 2 times de 7 atletas cada, sendo a partida toda dividida em 4 tempos de 8 minutos, os competidores de polo aquático têm apenas 30 segundos para desenvolver um ataque e cumprir seu único objetivo: fazer o maior número de gols possível e garantir a vitória. De acordo com Eduardo Bruno Nunes, técnico da Iniciação Esportiva de Polo Aquático do SESI/Ribeirão Preto, esse esporte oferece muito desgaste físico e, para fazer com que os jovens se interessem, é preciso começar “brincando”. “Dentro do projeto Atleta do Futuro desenvolvido pelo SESI/SP, oferecemos aulas de polo aquático gratuitas para crianças e adolescentes de toda a comunidade, que não precisam ser alunos da rede, entre 6 e 16 anos. Na 1ª aula, por meio de exercícios feitos na piscina e dinâmicas interativas, consigo perceber qual é o nível de adaptação ao meio de cada um e defino em qual turma eles se enquadram”, explica. As aulas para iniciantes são realizadas na Cava do Bosque, 2 vezes na semana, com duração de 1 hora cada.
Quando os atletas atingem um nível alto no esporte, passam para a equipe de Rendimento Esportivo comandada por Marcelo Ferreira de Freitas, técnico de treinamento Sub 13 e Sub 15 do SESI/Ribeirão Preto e de Alto Rendimento Sub 17 do SESI/SP. “Atualmente, trabalhamos com uma média de 16 atletas nesse programa. Desde 2011, colecionamos títulos em todas as categorias de Sub, como nos campeonatos estaduais e nacionais. Em 2015, 7 jogadores daqui foram para equipe adulta do SESI/SP. Desses, 4 são atletas na seleção masculina brasileira e 1 da feminina na categoria júnior (Sub 18 e 19)”, conta Freitas.
Segundo o técnico, o polo aquático do SESI/Ribeirão Preto não visa apenas desenvolver futuros atletas, mas também cidadãos de bem e com melhor qualidade de vida. “Nós viajamos para competir e conhecemos novos lugares, o que acaba trazendo outros aprendizados para a vida deles, como comportamento, controle de emoções e espírito de equipe”.
Um bom exemplo de mudança de comportamento é o atleta Geovanny Barrachi (Sub 17), que começou a treinar polo aquático há 4 anos. “O polo mudou tudo na minha vida! Era muito encrenqueiro na escola, ia para a diretoria toda semana. Um dia o Marcelo conversou comigo e disse que se eu não tivesse disciplina na escola não poderia jogar no time dele. Foi aí que mudei. Esse ano nós terminamos em 1º lugar no 1º turno do campeonato Paulista Sub 17 e estou treinando forte para conseguir mais um título no 2º turno ao lado dos meus amigos, que para mim são como família”.
No caso de João Vitor Porphirio, atleta Sub 15, essa modalidade esportiva tornou-se uma verdadeira paixão, ganhando, inclusive, de outros esportes que ele costumava praticar, como futebol, judô e futsal. “Tudo começou num curso de férias que o SESI oferece. O Marcelo fez uma breve apresentação do polo aquático e na hora me interessei. Foi muito bom para mim, pois perdi peso, ganhei bons amigos e condicionamento físico. Minha intenção é subir cada vez mais de categoria, chegar ao adulto e até mesmo a uma Olimpíada”, revela Porphirio.

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