Investir em publicações físicas, mesmo em tempos nos quais a internet oferece um turbilhão de informações aos alunos, ainda é um caminho excelente e seguro para o aprendizado 

Rodrigo Borgheti, Diretor Educacional do Colégio Marista, é graduado em Filosofia e Pedagogia, Mestre em Educação e Doutor em Psicologia – Foto Rodrigo Borgheti

Vivemos em uma era em que o acesso à informação é algo muito simples e fácil. Entretanto, nem todos os dados encontrados são seguros e se transformam em conhecimento. De acordo com Rodrigo Borgheti, Diretor Educacional do Colégio Marista, é papel do currículo escolar ajudar os estudantes a identificar e refletir sobre as melhores alternativas. “Nesse sentido, os livros didáticos e os cadernos são ferramentas muito importantes no processo de aprendizagem porque ajudam a sistematizar os conteúdos. Uma boa escola, normalmente, adota bons livros”, aponta Borgheti.
Mas como incentivar crianças e jovens à leitura no momento digital em que vivemos? Para o Diretor, o ideal é integrar o computador aos estudos, o qual pode ser um excelente aliado no processo de aprendizagem, desde que seja bem usado. “Ter horários para os estudos e se dispersar com as ferramentas, no caso o computador, significa que teremos prejuízo na aprendizagem, ou seja, perder o foco pode ser muito prejudicial. Por isso, é necessário educar os alunos para o equilíbrio e o bom senso no uso dessas ferramentas de modo que a meta seja alcançada”.
Para que pais e escolas possam auxiliar seus filhos e alunos nesse foco, Borgheti revela que, em primeiro lugar, é preciso disponibilizar materiais para leituras. Assim, uma casa deve ter, além do computador, muitos livros, revistas e gibis, que sejam do interesse dos filhos e da família. “Não importa o tema! Já a escola deve ter impreterivelmente uma boa biblioteca e, quando digo boa, penso em uma biblioteca interativa, cheia de recursos de aprendizagem, tais como livros, gibis, revistas, computadores com internet à disposição, salas de estudos… Sempre avalio uma boa escola pela qualidade e acessibilidade do acervo!”, finaliza.

Por Joana Mortari

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