O ato de colecionar pequenas reproduções de personagens e veículos vem passando por gerações e funciona como passatempo, terapia e profissão para muitas pessoas

Pequenos carros, motos, navios, aviões, trens… A recriação, em escala reduzida, de veículos, personagens e objetos é chamada de modelismo e já faz tempo que é o hobby de muita gente! “A paixão passou de pai pra filho. Meu pai adorava montar os kits e um dia me deu um modelo de tanque militar de presente. Era nível 1, que era o fácil”, lembra o vendedor Luiz de Souza Ribeiro Filho. Ele coleciona motos, autos, veículos militares e aviões – são 16 modelos ao todo. “O último kit que comprei, demorei mais de 3 meses para montar. Para mim funciona como uma terapia!”

Ribeiro ainda explica que, para escolher as miniaturas, prioriza as marcas dos kits, com preferência para os importados Tamya e Italeri. Também prefere modelos de motos, carros e autos militares, levando em consideração a escala e o nível de detalhe. “Quanto menor for o modelo e maior o detalhamento, é o que prefiro”, diz.

Mas o que para alguns é um passatempo divertido, para outros é usado até mesmo para competições! Paulo Vallini leva seu amor por carros a diversos aspectos de sua vida: desde sua profissão, dono de uma oficina, até o automodelismo. “Autorama é o nome que deram para o brinquedo. O nome certo é automodelismo de fenda. Slot Car para os americanos”, esclarece Vallini.

Com uma grande coleção, que vai de réplicas perfeitas – com capacetes dos motoristas fiéis aos originais! – a carros bolhas, que são os profissionais, Vallini começou sua história no automodelismo na década de 1970 e conquistou seu 1º título em 1986. Ele destaca que a atividade envolve muito acerto do conjunto mecânico, ajuste de chassi, altura e composto do pneu. “Tem muita gente que gosta só de correr. Eu já gosto de preparar meus carros. Só de pneu tem uma variedade de uns 20 compostos, entre mais duros, leves…”, comenta.

Preparado para entrar na onda? Antes de começar a montar sua própria coleção, é bom saber que o investimento nesse hobby é alto: para montar um carro profissional na categoria mais forte, o gasto é, em média, de R$ 3 mil, além do controle, que custa entre R$ 1.500,00 e R$ 1.800,00.

Por Mirela Dias – Fotos Zoro Seixas

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