Você já é uma “borbô”? Saiba como fazer parte do maior grupo fechado da cidade no Facebook e descubra as diversas experiências de suas quase 150 mil participantes

Sem querer, a fotógrafa Fabiola Medeiros criou a grande novidade online de Ribeirão Preto: o Clube das Borboletas – o qual usa o poder das redes sociais como uma forma de utilidade pública para suas participantes. Conheça essa história!

Fabiola Medeiros – Foto: Zoro Seixas

Zumm Ribeirão: Como o Clube da Borboleta começou?
Fabiola Medeiros: Na realidade, ele aconteceu (risos). Montei o grupo em 2012 apenas com as minhas clientes (70 participantes) com a intenção de facilitar alguns agendamentos. A maioria eram mães jovens e começaram a trocar experiências sobre os filhos, dificuldades na maternidade, curiosidades…. Quando vi que o grupo começou a crescer um pouco, contratei uma pessoa que tinha bebê pequeno para me ajudar a administrar a página, pois meus filhos já são adultos. E foi assim! Com uma adicionando a outra que hoje somos quase 150 mil participantes, ou “borbôs”, como chamamos umas às outras carinhosamente.

Z.R.: Atualmente, você conta com quantas auxiliares na organização do grupo?
F.M.: Com 60. Chegamos a esse número depois que começamos a realizar muitos eventos, justamente para levar o virtual para o real. As borboletas gostam de marcar presença e de se conhecer pessoalmente.

Z.R.: São muitos posts diários?
F.M.: De 100 a 500. No entanto, metade disso nós acabamos excluindo, pois tem muita gente que não lê nosso regulamento antes de postar. Por isso, nós criamos o manual da boa convivência que dita as regras do grupo (se você é uma “borbô”, confira o manual completo no grupo!).

Z.R.: Podemos dizer que o Clube das Borboletas segue um perfil de utilidade pública?
F.M.: Sem dúvida! Ele é referência das participantes, pois tudo o que elas precisam, encontram lá. Substitui as páginas amarelas e o Google, pois elas não querem apenas uma referência e sim uma experiência. Também realizamos ações sociais em nossos eventos, contando com o apoio de nossos parceiros.

Z.R.: Para as participantes, também virou uma forma de divulgar seus próprios negócios? F.M.: Claro! Muitas vezes, algumas donas de casa tinham grandes ideias ou já realizavam belos trabalhos e não conseguiam divulgar. No grupo, elas encontraram não apenas os clientes, mas também os fornecedores.

Z.R.: Você imaginava a força que esse grupo poderia tomar?
F.M.: Jamais! Eu sabia o poder do networking, mas nunca pensei no grupo dessa forma. A média mensal de entrada de pessoas está na faixa de 10 mil. Temos várias postagens que resultaram em fatos extraordinários, como o dos irmãos que não se viam a mais de 40 anos e, por meio do grupo, conseguiram se reencontrar. Mesma coisa de amigas que não tinham contato há décadas…

Z.R.: Teve algum caso de mais notoriedade?
F.M.: O do iPad! Na pressa, uma pessoa esqueceu um iPad no teto do carro e na curva, ele caiu. A motorista que estava dirigindo atrás, viu alguma coisa caindo e parou para pegar. Quando ela abriu, viu que tinha a foto de uma mulher e postou no Clube das Borboletas. Em meia hora acharam a dona, promoveram o encontro e devolveram o iPad. Foi muito bacana!

Z.R.: Sendo uma borboleta, posso colocar minhas amigas no grupo?
F.M.: Sim, você pode. Antes de aceitar a nova integrante, nós verificamos se não é um perfil falso, se ela não é menor de idade, se não é homem. Hoje, 80% das participantes são de Ribeirão Preto, 10% do sul de Minas Gerais e o restante pessoas do mundo todo.

Z.R.: E como essas mulheres do exterior tiram proveito do grupo?
F.M.: Muitas delas saíram de Ribeirão Preto para morar fora. Então, pelo grupo, elas acompanham os acontecimentos da cidade e fazem uma lista de onde gostariam de ir ou o que fazer quando retornarem para visitar familiares e amigos.

Z.R.: É verdade que o Clube da Borboleta é o maior grupo fechado do Facebook de Ribeirão Preto?
F.M.: Da cidade e da região! Existem uns que são muito grandes, porém eles são grupos abertos. O nosso não, ele é secreto! Você só entra mediante convite. Aliás, nós temos um perfil que se chama Maria Borboleta, em que as interessadas podem pedir para serem adicionadas ao Clube caso não sejam convidadas.

Z.R.: Como esse grupo mudou sua vida?
F.M.: O grupo me ajuda a controlar minhas emoções e ideias. Me fez pensar de formas diferentes e entender que não são todos que pensam como você. É uma coisa maravilhosa e diária que estou gostando muito de executar e que só me fez bem até agora. Estou me organizando para que o Clube continue crescendo de forma correta e que ajude, ainda mais, suas participantes, tanto na vida pessoal quanto na profissional.

Algumas integrantes do clube: Viviani Bianchi, Roberta Pironte, Thaís Moraes (esq. para dir.) – Foto: Zoro Seixas

Por Joana Mortari

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