A natação, além de ajudar a manter o corpo em forma, é uma excelente opção de reabilitação física e válvula de escape contra o estresse diário

É possível praticá-lo a partir dos 3 meses de idade, sendo considerado uma das modalidades mais completas devido ao grande número de grupos musculares envolvidos por movimento. O esporte desta edição é a natação, que exige poucos equipamentos dos alunos iniciantes que desejam “se jogar” nas piscinas com segurança. “De início, são obrigatórios os trajes aquáticos (sunga, maiô ou sunquíni), touca (para higiene) e óculos (para enxergar melhor embaixo d’agua). Já os itens de auxílio, que podem ser utilizados nas aulas, são palmar, pé de pato, “paraquedas”, elásticos, boia, entre outros”, explica o educador físico João Octavio Pires de Campos, professor de natação da Cia. Athletica do RibeirãoShopping.
Além de auxiliar na perda de peso, a modalidade é muito procurada como forma de reabilitação, já que oferece baixo índice de impacto. “No caso de uma pessoa que precisa fortalecer o joelho, devido a uma lesão ou cirurgia, a natação se torna um excelente apoio, pois a água não vai causar o impacto que seria o mais prejudicial para a saúde do operado nesse momento”.
Agora, se a vontade é ultrapassar as aulas e partir para campeonatos, Jota, como também é conhecido o educador, destaca que é necessário ter uma alimentação saudável e disponibilidade para os treinos, que precisam ser mais intensos. “Não podemos esquecer que o descanso do corpo também é outro fator muito importante. É claro que tudo vai depender do objetivo do atleta, porém, já conseguimos realizar o descanso ativo, o que significa que ele pode treinar todos os dias e mesmo assim descansar o tempo necessário para uma boa atuação”.

Nas aulas de natação, Bianca adora as séries formuladas pelo seu coach Jota, que são planejadas especialmente para melhorar o desempenho da atleta nesse esporte

Diminuindo o estresse
Em busca de uma atividade física que trabalhasse corpo e mente, Luiz Antônio da Silva Júnior, de 32 anos, resolveu investir na natação. “Já não sentia vontade de fazer aulas de musculação, por exemplo. Decidi então me arriscar no esporte, o qual não conhecia muito, pois não o pratiquei com frequência na infância e adolescência, por não saber nadar direito”.
Hoje, o analista contábil dedica 3 dias da semana aos treinos, na escola Pedro Baldo, e se identifica com o “crawl” – um dos estilos de nado, assim como “costas”, “borboleta” e “peito”. “Por trabalhar todos os grupos musculares, percebi uma boa mudança no meu corpo, como diminuição da gordura corporal, tonificação de músculos e, principalmente, redução na ansiedade gerada pelo estresse do dia a dia”, ressalta Júnior.

Da recuperação para a competição
Foi na recuperação de uma pequena lesão na virilha, por conta da corrida de rua, que Bianca Gonçalves Guazzelli, de 31 anos, descobriu as aulas de natação. “Me apaixonei pelo esporte! Hoje treino às 6h30, 3 vezes por semana”, conta.
Para ela, que trabalha no meio executivo, atuando sob forte pressão e com metas e objetivos diários, a natação também ajuda a lidar melhor com essas situações. “Existem 2 lições importantes que o esporte me trouxe: a superação de limites pessoais, que faz valer a pena qualquer esforço, e saber lidar melhor com as frustrações, entender que existem pessoas que estão mais preparadas que nós, e que para chegarmos a essa evolução temos que nos dedicar ainda mais para cumprir o objetivo”.
Em março, mais precisamente no dia 12, Bianca irá participar do Beach Biatlon no Rio de Janeiro, com 1km de natação no mar e 2km de corrida na areia. “Além dessa competição, devo fazer uma travessia em maio, em Ilhabela, e no fim do ano na praia Barra do Sahy. Estou muito animada para começar as competições esse ano!”

Por Joana Mortari

Fotos Zoro Seixas

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA