No cargo de presidente da Passaredo, o comandante Adalberto Bogsan investe na profissionalização da empresa aérea e traça planos para expandir as rotasVocê tem que andar na frente, porque, quando a oportunidade chegar, você tem que estar preparado. Ou perderá sua chance”. Esse é o pensamento praticado pelo comandante Adalberto Bogsan à frente da companhia aérea Passaredo. Planejando abrir novas rotas, aumentar a frota de aviões e encontrar mais parceiros, o presidente garante que o momento é de retomada de mercado e crescimento.
Com uma carreira iniciada há quase 30 anos, na empresa Rio Sul, da Varig, Bogsan passou também pela Gol e pela Azul, na qual já atuava como consultor aeronáutico independente. Foi nessa função, e com a intenção de “remodelar” a empresa, que ele começou a atuar na Passaredo, mas não demorou para ocupar a presidência, no lugar do comandante José Luiz Felício Filho, sócio da companhia e, agora, líder do Conselho de Administração.

“A profissionalização é importante para que adequemos a empresa em todos os aspectos, como processos e custos, tornando-a mais eficiente” Comandante Adalberto Bogsan – Presidente da Passaredo

“A ideia, desde o início, era fazer o que o mercado chama de “turn around” da empresa. Começamos a desenhar essa nova fase da Passaredo, olhando muito a parte financeira, redução de custos e melhoria de processos e da qualidade de serviços prestados, mas observando a malha de voo, para, inclusive, adicionar novos destinos”, garante Bogsan. Atualmente, a Passaredo conta com 20 rotas, incluindo Curitiba (PR), iniciada em março deste ano. Contudo, deve chegar ao fim de 2017 com 5 novos destinos e mais 2 aeronaves – totalizando uma frota de 10 aviões.
Todas as cidades atendidas estão enquadradas no perfil regional da empresa, que atua como alimentadora, ou seja, leva os passageiros a grandes centros, no qual eles podem embarcar para capitais mais distantes ou para fora do país. Ainda pensando nisso, a Passaredo estabeleceu parcerias com a Gol e a TAM, que permitem ter um mesmo ticket até o destino final (codeshare) ou, pelo menos, adquirir ambos os tickets no mesmo site (interline), respectivamente. “Mas já estamos trabalhando para fechar um codeshare também com a Gol, porque é uma vantagem para o passageiro, que não precisa fazer conexão de bagagem e outros procedimentos”, destaca o comandante.

Além de manter suas características originais, a empresa coloca em foco o setor corporativo, que atualmente representa cerca de 60% do público da Passaredo, como explica Bogsan. “As nossas viagens focadas no turismo são um pouco mais fracas. Até porque os destinos que atendemos talvez não tenham características tão turísticas”. Dessa forma, as principais rotas são São Paulo e Rio de Janeiro, sendo que, na capital fluminense, a companhia inaugurou recentemente uma 3ª frequência que opera no aeroporto Santos Dumont, localizado na área mais central da cidade.
Admitindo que a crise financeira brasileira não passou despercebida, Bogsan garante que, diante de um mercado que está reaquecendo e boas expectativas para 2017, está na hora fortalecer as bases da empresa e planejar sua expansão. “Queremos estar preparados para um crescimento no próximo semestre ou ano, com novas rotas já implantadas, os mercados em que operamos, consolidados, e as parcerias bem maduras. Na aviação, não conseguimos agir rápido, então não podemos esperar o mercado reaquecer para começar a trabalhar uma retomada ou crescimento”, finaliza.

Por Amanda Pioli

 

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