O Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto oferece à cidade uma oportunidade de crescimento do empreendedorismo com base tecnológica

Ribeirão Preto sempre foi conhecida como polo educacional e de saúde. Mas você sabia que a cidade possui um parque tecnológico que ganha cada vez mais espaço no país (e também no exterior!), além de oferecer ferramentas e soluções para criação, desenvolvimento e aprimoramento de empresas de base tecnológica? O Supera Parque de Inovação e Tecnologia possui 50 empresas instaladas em seu espaço e tem o objetivo de gerar emprego e renda, bem como atrair empresas de fora para Ribeirão. “O Parque é o resultado de várias ações públicas e privadas que vêm se concretizando desde 2001”, conta Eduardo Cicconi, gerente do Parque Tecnológico.

Inaugurado em 2014, o complexo surgiu a partir de uma parceria entre a FIPASE (Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde de Ribeirão Preto), a USP (Universidade de São Paulo), a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Desenvolvimento do Estado de São Paulo. Localizado dentro do campus da USP, ele possui em seus prédios a Incubadora de Empresas, o Centro de Negócios, e o Centro Tecnológico com 7 laboratórios disponíveis. Dentre estes, o de grande destaque é o de compatibilidade eletromagnética. “Sabe quando eles pedem para você desligar o celular enquanto o avião levanta voo? Isso é por causa da interferência que um equipamento tem no outro”, explica Erico Morelli, coordenador do Supera Centro de Tecnologia.

Vale ainda dizer que o Supera Parque está em constante mudança, sempre buscando a inovação. “O Parque se adapta conforme a necessidade. Ano passado ganhamos um prêmio de Melhor Incubadora do Brasil. Agora estamos construindo as bases para que, até 2020, sejamos considerados o melhor parque tecnológico do Brasil”, ressalta Cicconi.

Supera Incubadora de Base Tecnológica
A Incubadora surgiu com o intuito de oferecer apoio para criação de novos negócios, disponibilizar infraestrutura básica para o empreendimento, assessorar, capacitar e criar networking. Em 2015, ela foi considerada a melhor do Brasil orientada para a geração e uso intensivo de tecnologias, segundo a Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).

“Nós fornecemos as ferramentas e soluções para criação, desenvolvimento e aprimoramento de empresas, no que se refere aos aspectos tecnológicos, gerenciais, mercadológicos e de recursos humanos”, esclarece o gerente da Incubadora, Saulo Rodrigues.

A criação da Supera Incubadora foi uma necessidade sentida pelos que estavam à frente do projeto de não só trabalhar com as empresas já consolidadas em Ribeirão, mas também incentivar a criação de novos empreendimentos de base tecnológica.

“A pessoa pode chegar aqui só com uma ideia. Ela precisa ser inovadora, de base tecnológica, tem que obedecer ao tripé da sustentabilidade e estar ligada a uma universidade. Esses pilares fazem parte do conceito de um parque tecnológico e é o que nos diferencia de um distrito industrial”, comenta Cicconi.

Investindo na educação
Uma das características do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto é seu investimento na interação educação/tecnologia, tendo em vista que a cidade sempre foi reconhecida como um polo educacional. Entre os programas da área, o Parque possui um projeto chamado Supera Educa que mantém uma incubadora dentro de uma escola da cidade.

Há também, dentro do Supera, o laboratório de robótica da Lego. Com o objetivo de estimular o jovem a olhar o empreendedorismo como uma possibilidade no futuro, o Parque recebe crianças e adolescentes de escolas municipais para uma oficina em que criam um robô que exerce algumas funções baseadas em coordenadas matemáticas.

“Nós já recebemos mais de 1.500 crianças. Temos uma parceria com a Secretaria de Educação, a escola agenda, vem aqui e damos uma oficina de robótica. O nosso braço de educação é para despertar esse lado empreendedor e cientista”, comenta Cicconi.

Um dos grupos que já foi beneficiado com a oficina foi dos jovens da Fundação Casa Cândido Portinari. O diretor da fundação, João Mião, explica que eles fazem visitas regulares à oficina, com turmas de 8 a 9 adolescentes entre 16 e 17 anos. “Para a realidade deles, é fantástico! Eles conseguem relacionar a aula de programação básica de computador, que é dada na Fundação, com a oficina. Já participamos há mais ou menos 2 anos e quem vem uma vez, já fica esperando o próximo encontro!”, explica Mião.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA