Não perca a cabeça pensando em como agradar seus convidados com o rótulo perfeito, tanto na ceia quanto na virada do ano. Existem vinhos e espumantes que combinam com vários pratos e ainda garantem o sabor e a diversão, indispensáveis nessas datas!

É impossível falar sobre o Natal e o Ano Novo sem pensar nas delícias que são típicas dessas datas. Para agradar a todos, é comum que os anfitriões preparem vários tipos de pratos, doces e salgados que possuem sabores e ingredientes distintos. E é aí que a dúvida na harmonização dos vinhos e espumantes pode surgir. Para nos oferecer aquele help indispensável (afinal, ninguém quer fazer feio na frente dos parentes e amigos), convidamos três sommeliers que desmistificaram alguns pensamentos relacionados ao tema e deram dicas práticas para acertar na escolha!

Da salada ao panetone
Por Gleison Trevisol Furini (sommelier da Mercovino)
“Para combinar com as saladas de fim de ano, que também podem envolver alguns tipos de frutas típicas da época, aconselho os vinhos brancos de corpo leve ou encorpados, espumantes, ou tintos de leve para médio corpo, feitos com as uvas Riesling, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Grenache, Dolcetto, Barbera, Sangiovese… Se tentarmos vinhos muito potentes e tânicos, é certo que os alimentos ficarão menos presentes e sentiremos uma falta de sabor. Para os doces, como o tradicional panetone, recomendo vinhos adocicados, como Moscato D’asti, Moscatéis e de colheita tardia”.

O coringa da ceia
Por Sabrina e Sérgio Musolino (proprietários e sommeliers da Decanter)
“Para uma ideal harmonização, é preciso seguir as características do prato. Receitas com estrutura, vinhos potentes. Para as mais delicadas, vinhos leves. As com muita gordura, vinhos com mais acidez. Não é difícil! Agora, na ceia, como servimos muitos alimentos, acredito que o melhor tipo de rótulo, até pela época do ano, seja um espumante nobre, como a tradicional champanhe. Um bom espumante é o maior coringa da ceia! Ele possui o frescor ácido de um vinho branco, que é importante para harmonizar com gordura, e o volume de boca maior que um vinho branco normal, em função do gás Perlage”.

Sucesso entre os brasileiros
Marco Antônio Tegano (sommelier do Museu da Gula)
“O vinho que escolhi como dica é um tinto Primitivo di Manduria, que vem da sub-região Manduria, que fica na macro Puglia, Itália. É um rótulo que caiu na graça dos brasileiros e que tem um amadurecimento precoce de suas uvas. Bem estruturado e com teor alcoólico mais alto, ele envolve em sua composição frutas como ameixa e framboesa, revelando ao final um toque mais adocicado. Esses tipos de vinhos combinam com pratos de bastante corpo, como uma carne mais pesada, já que o seu álcool consegue limpar o paladar das substancia gordurosas, e o tanino, por sua vez, contrapõe a suculência da carne. Ele também serve perfeitamente para acompanhar massas com molhos mais elaborados, à base de tomate e carnes, como o nosso tradicional bolonhesa”.

POR JOANA MORTARI

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