Reunidos em exposição, veículos clássicos de diferentes décadas mostram que têm muita história para contar e que, mesmo “idosos”, foram feitos para rodar

carro2

Disputando espaço com veículos do século XXI, um Jeep Willys MB 1942 e um Dodge Weapons Carrier WC-51 1944 cruzam as avenidas de Ribeirão Preto. Afinal, em que ano estamos? Apesar de terem participado da 2ª Guerra Mundial (entre 1939 e 1945), esses carros estão rodando em 2016, provando que ainda têm muitos caminhos para trilhar – como o caminho de Jaboticabal até o Shopping Iguatemi, onde participaram do 6º Ribeirão Auto Collection, que reuniu mais de 400 modelos clássicos de colecionadores de todo o Brasil durante 3 dias.

“Ribeirão é uma cidade com um acervo muito rico e variado. A gente tem aqui um dos carros mais antigos do país, que é um Ford T 1917. Temos ainda uma das maiores coleções de carros europeus do país. A cultura do antigomobilismo é levada muito a sério”, afirma José Paulo Parra, vice-presidente do Auto Mogiana Clube, organizador do evento.

Entre Romi-Isettas, Ferraris, Pumas, Fuscas e Cadillacs, um Fordinho 32 era exibido com orgulho pelo colecionador Darcy Gabarra, que confessa que tomou gosto por carros ainda na infância, ao ver o tio atuar como o 1º mecânico de Guaíra – época em que a cidade só tinha 2 veículos. “Quando apareceu o 1º Fordinho, meu tio ficou apaixonado e resolveu aprender a mexer nele. E eu ia para lá ver ele a trabalhar, até que aprendi também. Logo comecei a gostar de carro, principalmente dos antigos. Tanto que eu ainda tenho o mesmo modelo do meu 1º carro”, confessa o também dono de 5 automóveis Chevrolet modelos de 1923 a 1941.

Outros grandes clássicos que marcaram presença em Ribeirão foi um Concorde 1976 amarelo conversível e um Rolls-Royce 1953, o qual foi importado para o Brasil junto com a frota que serviu o presidente Getúlio Vargas. Mais tarde o modelo foi adquirido por Assis Chateaubriand e, em 1994, arrematado em leilão da Fazenda Nacional. Mas engana-se quem pensa que essa preciosidade fica só exposta. “Ele chegou até aqui rodando. Se você quer matar um carro, você deixa ele parado. Carro foi feito para andar!”, garante Parra.

Por Amanda Pioli –

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA