Mais que uma lei, a obrigatoriedade de cadeirinhas para transporte de crianças em carros é uma forma de carinho e cuidado, que deve seguir determinadas especificações

Em 2010, uma resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) tornou obrigatório o uso de cadeirinhas (formalmente conhecidas como ASI – Assentos de Segurança Infantil) para o transporte de crianças de até 7 anos e meio em automóveis. Ainda que exista quem reclame, não restam dúvidas que esse acessório é um verdadeiro salva-vidas – para se ter uma ideia, se um carro a 50km/h colide, o peso da criança no impacto aumenta cerca de 50 vezes. Contudo, de acordo com estudos da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), a possibilidade de elas sofrerem fraturas na coluna, cabeça ou ferimentos abdominais estando nos assentos próprios cai pela metade.
Mas para que essa segurança seja garantida, as cadeirinhas devem ser escolhidas de acordo com a idade e o peso das crianças. Dessa forma, existem 3 tipos:
– Bebê Conforto: para bebês com menos de 1 ano ou que pesem até 13kg. Seu posicionamento correto é preso ao banco traseiro, de costas para o para-brisa.
– Cadeira: para crianças entre 1 e 4 anos ou que pesem entre 9kg e 18kg. Esse tipo deve ficar preso no banco traseiro, de frente para a pista.
– Assento de elevação: para crianças de 4 a 7 anos e meio ou com peso de 18kg a 36kg. Ele eleva as crianças para que seja possível elas usarem o cinto de 3 pontos. (Obs.: O acessório nunca deve ser substituído por travesseiros e almofadas).
E por mais que seja inevitável trocar esse tipo de segurança com o passar do tempo, existem modelos adaptáveis que acompanham o crescimento dos pequenos, podendo ser, por exemplo, utilizado 1º como Bebê Conforto e, depois, como cadeira (uma boa pedida para quem quer economizar).
Tendo escolhido o modelo e o tipo, é importante observar mais 2 detalhes na hora da compra: confira se o produto possui o selo do Inmetro, o qual garante a aprovação no teste de colisão, e confirme se sua opção se adapta ao carro da família (checando as travas e a fixação). Seguindo a lei e as dicas, você estará garantindo a segurança do seu filho! Ah, lembre-se: criança no banco dianteiro só a partir dos 10 anos.

por Amanda Pioli – foto divulgação

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