Segundo a Organização Mundial da Saúde, quase o dobro da quantidade atual de pessoas poderá ter surdez em pouco mais de 30 anos. Como podemos nos prevenir?

O número assusta! As estatísticas de perda auditiva aumentaram por conta do envelhecimento da população. A expectativa de vida vem crescendo e é comum termos mais casos de Presbiacusia, que é o envelhecimento natural das células dos ouvidos (tema que abordamos em outra edição). O estilo de vida atual também é um fator que causa o aumento do índice, sobretudo entre os mais jovens, que estão cada vez mais expostos a ruídos elevados, como música alta nos fones de ouvido, shows, casas noturnas e trânsito das grandes cidades.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) fala que cerca de 466 milhões de pessoas no mundo sofrem hoje com problemas auditivos, sendo 34 milhões crianças. Há cinco anos, o número era de 360 milhões. A projeção de afetados para o ano de 2030 pode alcançar os 630 milhões! Por isso, é importantíssimo estar atento à saúde dos ouvidos e buscar ajuda ao primeiro sinal de perda auditiva, que pode iniciar com o famoso “escuto, mas não entendo” ou zumbidos.

Algumas recomendações ajudam a prevenir os casos de surdez:

  • Evite colocar qualquer objeto, incluindo hastes flexíveis, no canal auditivo. Isso pode acabar forçando a cera para dentro e entupir o canal ou danificar o tímpano;
  • Não se automedique – ação que pode levar a sérios comprometimentos auditivos;
  • Utilize protetor auricular em atividades com níveis de ruído perigosamente altos, como motociclismo, alguns instrumentos musicais e ambientes de trabalho ruidosos;
  • Evite a exposição a ruídos explosivos, como armas de fogo e fogos de artifício;
  • Evite ouvir música em volume elevado, principalmente com fones de ouvido. Isso pode causar zumbido e perda de audição permanente;
  • Evite os níveis de ruído perigosamente altos em casas de shows;
  • Vacine seu filho contra sarampo e caxumba, pois os efeitos colaterais podem causar surdez;
  • Mulheres com intenção de engravidar devem consultar seu médico sobre possíveis métodos de imunização contra a rubéola;
  • Ao primeiro sintoma ou sinal auditivo, procure um médico ou fonoaudiólogo para orientações.

Por Flávia Araújo Santos | Fonoaudióloga- (CRFª 2 – 11.140)
Mais informações no Centro Auditivo Sonido: Rua Casemiro de Abreu, 576.
www.sonidoaudicao.com.br

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