Na qualidade de publicitária e então apaixonada por comunicação, lembro como se fosse ontem quando me encantei com o universo das marcas

O livro Marca, de Francesc Petit (mais conhecido como P da DPZ) abriu as portas de um mundo fascinante: o da construção de marca por meio da identidade visual. Quem não imagina movimento, ao olhar o orgânico swoosh da Nike? Ou associa a famigerada maçã mordida da Apple à tecnologia e design? Temos o “eme” amarelo do Mc Donald’s, o puma preto da Puma, a concha da Shell, apenas para citar alguns ícones.

Em uma sociedade pós-revolução tecnológica, bombardeada em tempo integral com propaganda, uma logomarca “falar” com seu potencial consumidor faz-se mais que necessário: é vital para a sobrevivência. Saturada do bombardeio nas mais diversas interfaces, poucas coisas me chamam à atenção. Recentemente, entretanto, me encantei com uma marca americana fabricante de relógios, bicicletas e artigos em couro. A Shinola, sediada em Detroit e que conheci na descolada Colette (Paris), faz o ordinário ser fenomenal. Fundada em 2011, comprou os direitos de uso do nome de uma extinta marca de graxa para sapatos, escolheu um ponto estratégico para sua fábrica e QG e explora como poucas duas características inerentes a tantas outras marcas: estar em Detroit, berço americano da manufatura e ser 100% produzida nos Estados Unidos. Aula de marketing e elegância em comunicar-se, a Shinola explora de forma magistral o fato de que os suíços podem não ser os únicos que dão show no segmento de Chronos. Aplausos!

Por Marcela Dias Mariani 

Foto: Divulgação

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