Apesar dos benefícios reconhecidos, uma parte muito pequena dos pacientes com doenças cardiovasculares conhecem a reabilitação ou são encaminhados a ela

O processo de envelhecimento, ainda que natural, acarreta uma série de limitações e dificuldades por envolver, além de várias manifestações, o acúmulo de doenças crônicas. Por isso, o idoso acaba carregando um estereótipo de doente que hoje já não corresponde à realidade.

Essas mudanças e adaptações que acontecerão na vida de todos em algum ponto – sejam elas musculoesqueléticas, ósseas, do sistema nervoso central, do sistema cardiovascular, entre outras – serão os temas dessa nova coluna da revista Zumm Ribeirão, na qual, no papel de fisioterapeuta, discutirei algumas dessas condições debilitantes e a melhor forma de tratá-las – começando pelos problemas cardiovasculares.

De acordo com a Diretriz Sul-Americana de Prevenção e Reabilitação Cardiovascular, elas são as principais causas de morte na maioria dos países. Quando presente em pacientes da terceira idade, a situação é ainda mais delicada. Contudo, a RCV (Reabilitação Cardiovascular) pode intervir nos fatores de risco, reduzindo a morbimortalidade pelo problema, sobretudo para os indivíduos classificados como de alto risco ou que já apresentaram condições como infarto agudo do miocárdio, cirurgia de revascularização miocárdica, reparação ou troca valvular, transplante cardíaco ou cardiopulmonar e insuficiência cardíaca crônica.

A RCV tem como objetivos reabilitar o paciente de forma integral, oferecendo suporte nos aspectos físico, psíquico, social, vocacional e espiritual; educá-lo para que possa criar e aderir permanentemente a manutenção de hábitos saudáveis; reduzir a incapacidade e promover uma mudança no estilo de vida por meio de atitudes proativas. Para isso, ela exige várias técnicas e a participação de uma equipe profissional como médicos, fisioterapeutas, educadores físicos, entre outros.

O fisioterapeuta é de essencial relevância e o grande responsável por educar os pacientes em relação às atividades e hábitos de vida saudáveis, aplicando exercícios físicos, aeróbicos, de resistência muscular e flexibilidade, prescrevendo o modo de execução de acordo com os limites de segurança definidos pelo médico e pelo quadro clínico do paciente, e respeitando as limitações osteo-mio-articulares e preferências individuais. Dessa forma, o condicionamento cardiovascular do paciente pode ser recuperado aos poucos e de forma consistente, garantindo melhor qualidade de vida.

Por Eliane Haddad

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