O trabalho do Psicogeriatra retoma aspectos da relação médico-paciente
que remetem aos antigos médicos de família

Algumas décadas atrás, era bastante comum a figura daquele médico que cuidava desde os bebês recém-nascidos até do vovô e da vovó. Era “de casa”, de extrema confiança de todos, e acabava participando da dinâmica familiar. Tinha uma ideia global sobre o que acontecia com seus pacientes e uma disponibilidade ímpar, muitas vezes fazendo o atendimento no próprio domicílio.
Os tempos mudaram. O ritmo social hoje é outro e a medicina também se transformou. A figura do especialista foi ganhando espaço e o médico de família foi gradativamente desaparecendo. A maioria das pessoas nem imagina como seria uma visita médica em casa. Às vezes, nem se lembram do nome dos médicos com os quais se consultaram. Mas parece que estamos sentido saudade do médico de família e há um movimento crescente – tanto no SUS como no sistema privado – para que ele volte a fazer parte da nossa rotina.
A especialidade de Psicogeriatria, por ter como foco a saúde mental do idoso, necessita que o profissional tenha uma proximidade maior com o paciente e seu meio ambiente, incluindo seus familiares. O trabalho do Psicogeriatra retoma aspectos da relação médico-paciente que remetem aos antigos médicos de família. Assim, unimos cuidado atencioso, fácil acesso ao médico, e a possibilidade daquela visita de que tanto temos saudade.

 

Por Dr. Vinicius Faria – Psicogeriatra – CRM/SP 145761| Dúvidas: vf@viniciusfaria.com

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