Pesquisas especializadas demonstram que muitos fatores que levam à queda dos idosos estão relacionados a questões ambientais, como superfícies irregulares ou escorregadias

De acordo com o artigo “Fatores ambientais e risco de quedas em idosos: revisão sistemática”, de 30 a 40% dos idosos brasileiros caem pelo menos uma vez por ano, sendo 11% de forma recorrente. Dentre esses casos, cerca de 5% resultam em fraturas ou hospitalização.

É importante destacar, entretanto, que as quedas causam não apenas lesões físicas, como consequências psicológicas, uma vez que o medo de cair novamente faz com que o idoso mude sua rotina ou deixe de fazer certas atividades, aumentando sua inatividade e provocando um declínio de sua capacidade funcional.

Contudo, ainda que também tenha origem na fragilidade do corpo, como dificuldade em manter o equilíbrio ou fraqueza muscular, a queda de idosos tem origem, muitas vezes, em fatores ambientais (por exemplo, piso escorregadio, tapetes soltos e ausência de barras de apoio) e pode ser prevenida. Presentes entre 30 e 50% aproximadamente das quedas, esses fatores chamados de extrínsecos são minimizados com algumas medidas simples, como colocação de tapetes antiderrapantes, melhor disposição dos móveis e iluminação em todos os ambientes.

Para resultados mais eficientes, o fisioterapeuta, responsável pelo melhor condicionamento físico do idoso, também pode ajudar nessa tarefa, já que sabe como adaptar as atividades diárias de forma ergonômica, aproveitando do ambiente familiar do paciente para criar algo mais acolhedor e no qual ele possa se desenvolver plenamente, ganhando qualidade de vida. Com medidas como essas, conseguimos um desenvolvimento muito positivo, já que o idoso fica mais ativo e todo o organismo responde, principalmente a parte emocional.

Por Eliane Haddad

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