Estudos apontam que pessoas mais idosas com perda de audição têm uma probabilidade maior de sofrer demência à medida em que a surdez se agrava

É crescente o número de pesquisas que apontam e relacionam a surdez a um maior risco de problemas cognitivos, maior atrofia cerebral e risco aumentado de demência ou depressão. Cientistas americanos da Faculdade de Medicina Johns Hopkins realizaram uma pesquisa publicada no periódico Archives of Neurology indicando que, a cada 10 decibéis perdidos de audição, os riscos de demência aumentam 27%. Foi estabelecido, portanto, uma correlação entre envelhecimento, perda da audição e aumento do risco de senilidade, isso porque a diminuição dos estímulos auditivos afetaria não só as áreas responsáveis pelo processamento sonoro, mas o cérebro como um todo. A privação sonora poderia acelerar a perda de massa encefálica em mais de 1cm³ por ano em comparação com os idosos com audição normal.
Esses estudos geram um alerta e deixam clara a necessidade do uso do aparelho auditivo assim que a perda auditiva é diagnosticada, já que protelar a ajuda leva a uma série de consequências. Algumas pessoas estão cientes de sua limitação auditiva, porém, resistem dizendo que ainda escutam e que a dificuldade é apenas em entender. Esse é o ponto principal: o não entender o que é falado afeta de forma significativa e priva o cérebro de ouvir a informação.
As pesquisas sugerem que o uso de aparelho auditivo pode impedir o aparecimento de doenças como o Alzheimer, pois o aparelho auditivo, quando usado, tem efeito positivo no entendimento da informação levando a um melhor desempenho mental.
Não somente o uso, é primordial a regulagem de acordo com a necessidade da pessoa por meio do acompanhamento fonoaudiólogo constante, somente dessa forma o aparelho auditivo leva o cérebro a ter o estimulo adequado, ajudando a pessoa a desenvolver habilidades auditivas complexas. Hoje os aparelhos auditivos possuem processamento de sinal digital, levando a nitidez, conforto e estimulação da via auditiva central, proporcionando melhores condições auditivas e promovendo saúde mental e qualidade de vida.

Por Flavia Araujo Santos | Fonoaudióloga- (CRFª 2 – 11.140)
Mais informações no Centro Auditivo Sonido: Rua Casemiro de Abreu, 576.
www.sonidoaudicao.com.br00

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