Ouvir é um dos sentidos que nos coloca em contato com o mundo e nos leva à comunicação…

Dessa forma, nos relacionamos, aprendemos e trocamos experiências emocionais e sociais. Basta saber isso para mostrar a importância da audição em nossas vidas. Hoje, muitos estudos apontam a perda auditiva, em qualquer grau, como um dos fatores relacionados à depressão. A consequência é o isolamento social e a diminuição da interação, ocasionando uma estagnação mental.
Baseado em dados de uma pesquisa feita pela National Health and Nutrition Examination Survey, incluindo 18 mil adultos com a idade de 18 anos e/ou acima, foi descoberta a relação entre deficiência auditiva e depressão.
Como exemplo e constatação, separei trechos do célebre testamento de Heiligenstadt, escrito por Beethoven, em que mostra a mudança de estilo de vida que o compositor adotou após a instalação gradativa de sua surdez, que o levou a constantes crises depressivas:
“Ó homens que me tendes em conta de rancoroso, insociável e misantropo, como vos enganais. Não conheceis as secretas razões que me forçam a parecer deste modo … Não me era, contudo, possível dizer aos homens: “Falai mais alto, gritai, pois eu estou surdo”… Para mim, já não há encanto na reunião dos homens … Esses incidentes levaram-me quase ao desespero e pouco faltou para que, por minhas próprias mãos, eu pusesse fim à minha existência … Estou afastado dos divertimentos da vida em sociedade, dos prazeres da conversação, das efusões da amizade.”
Hoje tudo isso pode e deve ser evitado com o uso da amplificação sonora. Idosos com perda auditiva de qualquer grau precisam verificar e acompanhar a sua audição anualmente no sentido de diminuir qualquer declínio emocional ao longo do tempo.

Por Flavia Araujo Santos | Fonoaudióloga- (CRFª 2 – 11.140)
Mais informações no Centro Auditivo Sonido: Rua Casemiro de Abreu, 576.
www.sonidoaudicao.com.br

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