Juros menores, empregos e demanda em alta impulsionam mercado imobiliário. É o que explica Ricardo Telles, CEO da Perplan Urbanização e Empreendimentos

Ricardo Telles. fotos divulgação

Após 3 anos de crise profunda, o Brasil tende a retomar seu crescimento. Segundo o IPC-A (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 2,71%, menor taxa para o acumulado desde fevereiro de 1999 (2,24%). A estabilização levou a diminuição dos juros reais a uma leve alta na oferta de emprego e a uma maior demanda, formando um tripé de boas novas que sustenta a atual retomada do mercado imobiliário. Essa é a análise feita por Ricardo Telles, CEO da Perplan Urbanização e Empreendimentos, incorporadora que atua, há 17 anos na macrorregião de Ribeirão Preto. Veja a seguir os principais trechos da entrevista que ele concedeu a Zumm Ribeirão.
Zumm Ribeirão: Na sua avaliação, a crise já começa a dar sinais de ser superada?
Ricardo Telles: A retomada da economia é um processo muito lento. Ela acompanha o PIB (Produto Interno Bruto) que, neste ano, deve crescer 0,5%, segundo projeção do Banco Central. Contudo, a expectativa é que ele aumente entre 2% e 3% nos próximos anos. Isso já é uma boa perspectiva.

Varanda gourmet do Van Der Rohe

ZR: O momento é bom para o mercado imobiliário?
RT: No caso do setor imobiliário, os juros são um fator determinante. Com a inflação estável e os juros reais menores, a população começa a sentir uma diferença positiva na conta bancária e passa a valer a pena fazer negócios e comprar bens móveis e imóveis. Além disso, com a demanda em geral crescendo aos poucos, as empresas voltam a contratar, mesmo que seja lentamente. A Perplan, por exemplo, viveu o seu momento de retração, mas agora volta a empregar profissionais e a fazer novos investimentos.

ZR: Ribeirão Preto e região têm potencial para fomentar o mercado imobiliário?
RT: A Perplan acredita no potencial da região. Temos 2 lançamentos muito em breve que provam isso, ambos em Franca. Um é o Terraço D’Itália, empreendimento vertical de 29 pavimentos, os 2 últimos como cobertura dúplex. O outro é o Villa Di Capri, um condomínio horizontal fechado, com aproximadamente 250 lotes. Também temos resultados positivos com o Quinta do Monte, em Monte Alto, também loteamento fechado, e o Van Der Rohe, torre de alto padrão em Ribeirão Preto.

ZR: Estoque de imóveis já finalizados é um problema real para as incorporadoras. Como contornar esse cenário?
RT: O momento pede foco na qualidade e não no volume de lançamentos. Outro fator importante é ter produtos não saturados e que atendam a uma real necessidade da população. Existe uma hierarquia de prioridades do setor da construção civil: localização correta, tipo de imóvel certo para aquele lugar e preço compatível com o momento econômico.

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