Saiba mais sobre o tradicional prato da culinária espanhola, saboreado principalmente em casamentos, aniversários, batizados e feriados religiosos

Atualmente, a famosa paella, cuja pronúncia correta é “paelha” e não “paeya”, também ganhou espaço nas reuniões familiares e entre amigos. Seu preparo segue um ritual sofisticado, pela apresentação, e de ponto delicado, por ser necessário seguir rigorosamente as instruções. Conta a história que a paella era “coisa de homem”, pois, em meados do século XVI e XVII, os camponeses da região de Valência, na Espanha, levavam alguns ingredientes para o trabalho e capturavam um coelho, um pato selvagem, caracóis,
colhiam legumes e iniciavam o ritual do almoço e socialização.

Dessa forma, em uma panela redonda, ampla, rasa e com alças (única capaz de cozinhar
todos os itens por igual), eram colocados todos os ingredientes acompanhados de azeite, açafrão e arroz. Porém, em regiões mais nobres, os ingredientes eram diversificados, por vezes sem açafrão e com a utilização do frango, além das aculturações que a receita sofreu com a utilização de peixes, frutos do mar, verduras, alcachofra, fígado e tinta de lula – para oferecer uma coloração negra ao arroz. Em toda a Espanha, somam-se mais de 1.000 receitas!

Muitas histórias são mencionadas para esclarecer sua origem, mas a palavra paella, na
verdade, significa frigideira em Valenciano, um dos idiomas da Espanha. Mas e a “paellera”?
Trata-se da mulher encarregada de cozinhar e não o recipiente onde é cozido.

Para esse prato, o grão do arroz deve ser médio (5,2 a 6 mm de comprimento), tipo que
melhor absorve os sabores dos ingredientes – lembrando que o arroz não deve ser lavado e
não pode ser mexido para que, então, surja o “socarrat”, grãos que adquirem cor marrom e
mais crocante.

Por Alejandro Biano
Foto: Divulgação

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