Antes de levar esta vida louca entre panelas, fogões, câmeras, entrevistas e viagens, meus dias tinham a companhia do meu pai, João Fogaça…

Ao contrário do que muitos podem pensar, ele não era chef, mas sim engenheiro agrônomo. Mesmo não entendendo muito de receitas e temperos, ele ganhava minha atenção e respeito por milhares de outros motivos, sendo um cara presente na minha vida, incentivando meus sonhos, saboreando meus primeiros pratos, fazendo críticas construtivas, brindando quando o momento era de comemorar ou de esquecer as coisas ruins…

Vira e mexe a gente troca uma ideia por telefone e WhatsApp – ele é da pegada de pai bem moderno – e, quando a saudade aperta, dou um pulo em Ribeirão Preto para abraçá-lo. Temos as nossas diferenças? Sim, como qualquer pai tem com o seu filho. E foram dessas diferenças que eu aprendi tanta coisa com ele. Por isso digo que o Seo João é meu espelho e orgulho, por sempre me fazer pensar mais, me desafiar, por se preocupar comigo e com minha saúde em meio a essa correria que é minha vida.

Muita gente só enxerga o hoje, a fama e as coisas boas que esse universo trouxe para a minha vida. Mas não posso deixar de registrar que as conquistas que pude colecionar também são do meu pai, simplesmente por ele se fazer presente, por ser minha base. Valeu paizão! E valeu também todos os pais que sabem a importância de cumprir esse papel, cada um do seu modo, mas sempre lembrando que o amor e umas boas puxadas de orelha fazem dos filhos pessoas mais justas e confiantes.

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