Vim para São Paulo com 23 anos. Estudava e trabalhava. Era bem puxado! Quando chegava em casa, queria comer bem, comida boa…

Por muito tempo eu comi comida congelada, mas chegou uma hora que eu não aguentava mais. Comecei a ligar para a minha avó e para a minha mãe para perguntar como cozinhar alguns pratos delas que eu gostava muito. O bife à milanesa e o arroz doce de minha avó eram os meus favoritos. O arroz, inclusive, coloquei no cardápio do meu novo restaurante, o Jamile.

Elas perceberam que eu gostava de cozinhar, que estava empenhado e curtindo a brincadeira, então me incentivaram a cursar gastronomia. Eu não estava feliz com o curso de administração. No começo eu relutei, mas acabei me animando com a ideia e acabei entrando na 3ª turma do curso na FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas).

Comecei preparando pequenos jantares. Meus amigos entravam com os ingredientes e eu com a “mão de obra”, o que acabou me dando mais experiência. O pessoal gostava da comida e isso foi me animando também. Foi aí que meu cunhado, na época, me convidou para abrir uma Kombi na Rua Augusta. Minha carreira começou ali! Após a Kombi, fiz alguns estágios até abrir o Sal Gastronomia, que hoje está indo para 11 anos.

Tem muita coisa na vida que depende daquele empurrão de alguém. No meu caso, minha avó e minha mãe fizeram esse papel, da mesma forma que sei que muitas outras avós, mães, tias e irmãs fazem por alguém. Sei que o Dia das Mães já passou, mas gostaria de agradecer a elas mais uma vez. Mulheres que fazem parte de nós e que, mesmo longe fisicamente, ainda fazem parte dos nossos aprendizados e conquistas.

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