Além de uma boa combinação de ingredientes, vale ressaltar a importância da qualidade dos produtos que utilizamos. Essas escolhas contribuem e rendem muitos elogios à mesa!Nada melhor que ser servido com uma carne extremamente macia e saborosa! Se você já experimentou um corte com texturas e sabores naturais, provavelmente provou uma carne maturada. A maturação da carne vem sendo amplamente utilizada pela indústria de abate de animais, garantindo ao consumidor melhores características da peça, como maciez e sabor acentuado. O processo consiste em manter a carne fresca em temperatura superior ao ponto de congelamento, podendo ser realizado de 2 formas:
Maturação tradicional (ou úmida): embalada a vácuo e em descanso, a carne é mantida em baixas temperaturas (1,5ºC). Em um processo natural, as enzimas do animal dão início a uma transformação da carne, agindo nas proteínas estruturais musculares e permitindo que as fibras da carne relaxem durante o período de refrigeração, além de manter o líquido do produto concentrado por mais tempo, garantindo a sua maciez e suculência.
Maturação dry aged: nesse caso, a peça é exposta, sem proteção (a seco), em uma câmara fria com temperatura controlada entre 0ºC e -2ºC por até 2 meses. O resultado é um sabor completamente diferente! Devido aos custos desse processo, ela passa ter preços mais altos no mercado.
Ressalto ainda que quanto mais alta a temperatura do refrigerador doméstico, menor é o tempo de maturação. Portanto, deve-se manter a carne bem refrigerada.

Por Alejandro Blanco
Coordenador do Espaço Gourmet do RibeirãoShopping, Graduado em International Culinary Arts and Food Science pela University of West London

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